Sobre o projeto

Dr João Paulo Becker Lotufo

Paulo Lotufo (Dr. Bartô) atualmente é coordenador do projeto antitabágico do Hospital Universitário da USP e responsável do Projeto antitábagico Dr. Bartô, Doutores da Saúde, profilaxia de tabagismo, gravidez precoce e álcool em escolas de São Paulo. Atua principalmente nos seguintes temas: asma, bebe sibilante, tabagismo (ativo e passivo), álcool e maconha com linhas de pesquisa em asma (Montelukast) e dosagem de nível sérico de cotinina

Projeto Dr Bartô e os Doutores da Saúde

O projeto foi fundado no ano 2000, pelo médico pediatra Prof. Dr. João Paulo Becker Lotufo, atual coordenador, no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP), para apoiar pais e pacientes com informação acerca dos cuidados e a prevenção do uso de álcool e drogas, especialmente entre crianças e jovens. O projeto foi motivado por pesquisas entre os pacientes do Hospital Universitário que mostraram que o uso do álcool no consumo familiar é bastante elevado, seguido do tabaco, maconha e depois o crack.

Com o tempo, experiência e novas pesquisas que foram se sucedendo, foi constatado que os próprios profissionais da saúde sofrem com a falta de informação sobre drogas, prejudicando o atendimento e a orientação a pacientes e famílias. Esse panorama impulsionou o Dr. João Paulo Becker Lotufo a intensificar a sua atividade, no seu trabalho diário no Hospital Pediátrico, no seu consultório, com seu trabalho contínuo de pesquisa, produção de material de divulgação adaptado para jovens e famílias, material didático de apoio a professores, e divulgando informação em palestras por todo o Brasil e no Jornal da USP, com o seu programa semanal na Rádio USP.

Atualmente o projeto Dr Bartô e os Doutores da Saúde atua nas frentes de informação e prevenção, especialmente entre crianças e jovens, para conscientizar e orientar nas escolas e centros de educação porque: “Jovens fumantes costumam andar em grupos… de jovens fumantes. Bastam cinco minutos na saída de qualquer colégio para entender: o cigarro os une, e na adolescência todos querem se encaixar. É o que os especialistas chamam de “contaminação do grupo. […] Ser aceito é importante e eles imitam os amigos. Eles chegam numa festa, e o ato de acender um cigarro já é um alívio para a timidez”.(Lotufo. Folha de São Paulo, Equilíbrio, 2002)

Os dados da pesquisa foram extremamente preocupantes, pois mostram que a iniciação no consumo de drogas começa dentro de casa. Nove anos depois dessa pesquisa e a partir da mobilização de pesquisadores e organizações da sociedade civil, em 2009, o Estado de São Paulo resolveu aderir à proibição do fumo em locais fechados; no País, a lei chegou apenas em 2014.Lei antifumo de São Paulo